sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

BARULHOS DO SILÊNCIO


Foto by Celêdian Assis - Lua cheia da minha janela - Belo Horizonte 03/12

Hoje não ouço sons de estrelas,
nem mesmo as vejo cadentes.
Não ouso pois, percebê-las,
em seus brilhos tão silentes.

Ouço raios bruxeleantes,
da lua cheia, em cio luzidio,
com os seus ruídos exultantes,
que acordam ecos que silencio,

nas sombras surdas distantes,
de um pensamento fugidio,
em notas tão dissonantes.

Ouço da lua, seus murmúrios,
e no meu silêncio lancinante,
me aliviam os seus barulhos.


16 comentários:

  1. Pois que a lua se mostre prosápia e murmure durante toda uma eternidade. Que o céu cadencie suas estrelas em rumores travessos e irrequietos. Que o sol margeie calcinante nossas cabeças já pelo amanhecer. Só assim teremos teremos termos, nem que ermos, para compor a odisseia dessa palavra tão bela quanto etérea: VIVER.

    Guarda o som do teu silêncio bem próximo a ti, pois ele é necessário por vezes. Nem só de palavras e versos vive o poeta. Ele, o poeta, também anseia por introspecção, por momentos íntimos consigo mesmo. E nesta hora, é no som do silêncio que se busca a mais bela sinfonia da palavra.

    Celêdian, minha poetiza maior. Encantou-me com teus versos nada silenciosos. Eles são um elixir para qualquer que, ao olhar para o céu acinzentado de uma noite de outono, param para refletir e absorver a paz de um momento de reflexão. Fantástico.

    Estava ansioso por uma postagem tua. Existia um buraco na web, e que não poderia ser preenchido por nada além de teus versos. Sei da tua dificuldade com o tempo, pois também navego no mesmo barco, mas, cá pra nós... ficamos mal acostumados, daí, já viu né! Rsrs.

    Bjs, Celêdian.

    Marcio

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  2. Dalva MolinaMansano12 de abril de 2012 11:44

    No silêncio luzidio deste luar, descanso os olhos e a mente; igualmente alivio dores e perdas. Celê, ontem perdi uma prima muito querida, um anjo que está entre outros no céu,certamente!Bjos, querida!

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  3. Marco Aurélio de Figueiredo12 de abril de 2012 12:58

    Só mesmo uma criatura como Celêdian poderia fazer-nos viajar - abduzidos ou encantados ou ambos - por leves, etéreos e fugidios -'pesar de infinitas - frestas de tempespaços. Palavras desta linda alma encharcada de lirismo, implodindo em ternuras são estrelas incandescentes. De todos os matizes estes brilhos, tais quais nossas humanas sensações, as incandescências estelares. Estrelas são, miríades das emoções despertadas: supernovas, maduras/amadurecidas, já extintas (mas ainda brilhando na memória nossa, porque anos-luz não são segundos) e rememoráveis. Esta moça é única, é almagrande, é Assis mada com o Belo e eu sou inteiro alegria, prazer, gozo, aplauso ao lê-la, vê-la, tê-la em minhas retinas, no imo de minh'alma.
    (Marco Aurélio de Figueiredo. Uberaba, 12/04/2012)

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  4. Celêdian querida,

    Nós que acreditamos em falar e ouvir estrelas,murmúrios de lua e estrelas cadentes transfiguradas em anjos,nos achamos na obrigação de tecer loas e envolver sorrisos em diáfanas organzas para com eles ornar os teus dias,fada das palavras e dos versos,mensageira de duendes e de cotovias.
    Feliz de te reencontrar,
    Leninha

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  5. Aqui as palavras não ficaram silenciosas, elas gritam!
    Como sempre leio aqui um texto de uma beleza e intensidade inquestionável
    Aplausos e minha admiração!
    Saudades...
    uma linda noite Celêdian!
    Lembranças,
    Ange.

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  6. E por certo não perdeste o encanto,que maravilha amiga!
    Belamente inspirado nos sons deste magnifico silencio, que só os sensiveis conseguem captar. Aplausos pela beleza de criatividade com a elegancia impar no poetar.
    Meu carinhoso abraço de paz e luz.
    Minha terna admiração.

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  7. O SILENCIO - prado fértil para as mais profundas conversas - introspectivas ?? Bjs do sul

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  8. clareira na minha tez
    luz de lua que despida da noite atravessa meus olhos
    gritando seu fiel louvor das vezes que não se debruçou em meus ombros.
    em minha palma da mão, escuto a linha que me corta os pulsos como vagalumes insistentes de verter manhãs em relâmpagos estridentes.
    escuto o silêncio, o verso e o inverso do caos que despenca das estrelas e dobram seus passos sobre o leito do rio, o seu tão belo murmúrio vazado pelas brechas do ser.
    Saudades estava daqui, minha querida, minha poetisa jóia rara.
    Meu beijo imenso e carinho sempre maior,
    Sam.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Divino e maravilhoso, como se costuma dizer. Como a amiga sabe, não entendo muito bem do assunto, porém, gosto e me enrosco no teu talento. Ah! Obrigado pelas incentivadoras palavras em relação à minha pessoa. Não sei se mereço tanto dengo, mas que faz um bem danado, faz sim. E vindo de você ... Obrigado!

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  11. Amiga Celêdian Assis, obrigado pelo seu amável comentando em meu modesto texto: ¨Somente você, Otávio¨. Como sempre tenho dito, sou apenas um curioso no assunto. No entanto, o que tenho escrito de melhor tem a sua participação. Considerando o antes e o depois, hoje me sinto mais a vontade para escrever. De modo que me faz bem externar meu agradecimento a você, minha amiga Celêdian.

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  12. Querida amiga Celêdian,

    este seu soneto tem belas sonoridades, além de um ritmo particular porque assimétrico. Porém, todo o conjunto é harmonioso, como, aliás, sói à melhor poesia. É um prazer relê-lo, mesmo em voz.

    Indo no âmago de um quase oxímoro, seu talento nos legou um texto rico e original e que, na minha mais que modesta opinião, deveria constar de um livro seu. Ou de uma antologia poética.

    Meus aplausos e meu forte abraço, querida amiga, é sempre um deleite vir aqui e descobrir suas belas letras.

    André

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  13. O silêncio pode mesmo nos falar muito...Linda foto também!beijos,tudo de bom,chica

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  14. A Poesia mais completa está no silêncio, saber tirar das pedras seus mais lindos tons. Ou dos astros, como aqui você fez . Lindo! Abraços letripulistas.

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  15. SEM COMENTARIOS . ADOREI TERES TIDO POETICAMENTE A PERCEPÇÃO DO BARULHO DO SILENCIO . bEM HAJAS QUERIDA POETA .

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