Desfilando em meu pensamento
Palavras livres, soltas na mente
Perco-me em meu alheamento
Colhendo-as todas, avidamente
Abraçando as palavras queridas
Beijo os recursos que me dão
Que ora acariciam as feridas
Ou, ora ferem forte o coração
Ora fazem-me chorar de alegria
E tristes, cantam minha solidão
Zombo delas, as visto de ironia
Choro, rio, desdenho da ilusão
Exploro-as na antítese que alia
Todos meus sentidos opostos
Se morro de amor nos versos
E vivo do meu amor à poesia
É preciso às vezes interromper
E em breve apóstrofe suplicar
Tende dó, poesia, do meu ser
Nunca me deixe de ti abdicar
Mudas, prosopopéia parecem
Palavras que gemem ansiosas
Por versos que as enobrecem
Ávidas e da poesia sequiosas
Há sofrimentos, perco a calma
Se a inspiração vai, se ausenta
Entrego a Deus a minha alma
Neste eufemismo que sustenta
No pensamento, palavra e figura
Dos sentidos uma pura gradação
Sou pobre, sou nada, sou agrura
Se não sou poeta, sou só ilusão
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
MUSAS - AMORES ARREBATADORES
Qual mulher não se perdeu em muitas fantasias,
tal qual conta a história de musas apaixonantes,
reverenciadas naqueles romances de cavalarias,
- Aldonza de Lorenza, a Dulcinéia de Cervantes.
Ser do poeta inconfidente, a estrela, a mais bela,
- Maria Dorothéia, a tão doce Marília de Gonzaga,
amada, nas liras tecidas a punho, tantas por ela,
- legando ao amor e em poesia, a mais rica saga.
Ser desejada musa do romance de José de Alencar,
a virgem dos lábios de mel, tão amada, por Martin,
cabelos negros tal asas da graúna, que fez arrebatar,
desejos pela Iracema, seus encantos, amor sem fim.
Ser mulher, que por si, cem sonetos foram dedicados,
apelando à lua que os consagre, que só amor os acuda,
de Matilde a Rosário, nome entre os amantes trocados,
entre amores o mais ardente, do grande Pablo Neruda.
Belas! Campesina, dama, pastora, selvagem e urbana,
mulheres, musas nos sonhos dos poetas, fantasiadas,
elas, Dulcinéia, Marília de Dirceu, Iracema e Rosário,
por tanto amor e tão amadas, tornaram-se encantadas.
tal qual conta a história de musas apaixonantes,
reverenciadas naqueles romances de cavalarias,
- Aldonza de Lorenza, a Dulcinéia de Cervantes.
Ser do poeta inconfidente, a estrela, a mais bela,
- Maria Dorothéia, a tão doce Marília de Gonzaga,
amada, nas liras tecidas a punho, tantas por ela,
- legando ao amor e em poesia, a mais rica saga.
Ser desejada musa do romance de José de Alencar,
a virgem dos lábios de mel, tão amada, por Martin,
cabelos negros tal asas da graúna, que fez arrebatar,
desejos pela Iracema, seus encantos, amor sem fim.
Ser mulher, que por si, cem sonetos foram dedicados,
apelando à lua que os consagre, que só amor os acuda,
de Matilde a Rosário, nome entre os amantes trocados,
entre amores o mais ardente, do grande Pablo Neruda.
Belas! Campesina, dama, pastora, selvagem e urbana,
mulheres, musas nos sonhos dos poetas, fantasiadas,
elas, Dulcinéia, Marília de Dirceu, Iracema e Rosário,
por tanto amor e tão amadas, tornaram-se encantadas.
SAUDADE EM GOTAS
Na janela escorrem lentamente,
pingos brilhantes de chuva,
são lágrimas do céu.
Dos olhos vertem líquidas,
gotículas de saudade intensa,
dores do coração.
Escoam impiedosamente.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
CUMPLICIDADE
Na harmoniosa coesão dos lábios mudos,
suaves, molhados, com brilho de cetim,
carícias doces, macias como os veludos,
simulam no céu da boca, estrelas, frenesim.
Com seu brilho tão intenso e diferente,
nas cores dos beijos em total deleite,
prazer puro, que deixa inerte a mente,
prolongado, mesmo que não se suspeite.
Dos cheiros, brilhos, sabores e cores,
no cúmplice toque dos sãos desejos,
Corpo e alma sanam todas as dores.
Em gestos simples e tão marcantes,
os beijos selam e pactuam silentes,
os anseios íntimos, tão semelhantes.
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