Ouçam a bela interpretação do poema, na voz do Poeta do Deserto, Felipe Padilha de Freitas e de sua esposa Iza
http://www.opoetadodeserto.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=54841
SER POETA
Protagonista do mundo, espectador da vida,
um deserto abstrato de um mundo concreto,
de onde lágrimas vertem pela própria sina,
do poço dos olhos da alma, casa e guarida,
de suas dores, lamentos, chagas e feridas
cicatrizadas, na pele de suas puras certezas,
que vestem seus versos de rumos incertos,
e traja de amor e poesia, as mazelas vividas.
Espectador do mundo e da vida protagonista,
eis que se transforma um raro ser, em poeta,
pois é da sua luz e sabedoria que se investe,
que se estimula e que lhe ordena, vá, persista!
Sim, vá, persevere, creia, crie e sempre insista,
Na beleza da paz, na paz da mais pura poesia,
E serás alento, serás caminho, serás a magia,
No mundo concreto de perfeita harmonia.
(Por Celêdian Assis - 29/03/13)
Nota: este poema foi dedicado ao meu amigo Poeta do Deserto, por ocasião de seu aniversário e que ele me retribuiu como um delicioso presente, interpretando-o junto a minha amiga Iza, num belíssimo dueto de vozes. Obrigada meus queridos. Amo vocês.
domingo, 11 de janeiro de 2015
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
FELIZ NATAL COM CHEIRO DE MAÇÃS
Imagem Google
ainda com resquícios das cores de primavera,
exalando perfumes de inocência, de infância.
E é quando
sinto, inebriada, um gosto de Natal.
Ainda em tenra
idade, na terra em que eu nascera,
onde tudo era
novidade, meu saudoso pai
me trazia
de presente, maçãs, da capital,
envoltas em roxo
papel, emanavam ao longe
um cheiro
adocicado, tão peculiar, tão especial!
Natais chegam
sempre assim, com cheiro de maçãs
Impregnou-se em
mim com um cheiro de sentimento,
uma fragrância
de saudade, com gosto de esperança.
Não vejo mais
maçãs como aquelas da minha infância,
nem espero mais
o meu pai desembarcar na velha jardineira,
trazendo nas
mãos aqueles sacos pardos, de pães e maçãs,
mas espero em
todos os dezembros, que venham outros cheiros,
que se entranhem
em minha alma e perdurem como lembranças,
de um tempo de
paz, de serenidade, de harmonia e confiança,
outros natais
com o cheiro das maçãs, que me ensinaram
o valor da
simplicidade de um gesto de agradar,
e só para dizer
que amor verdadeiro é a sutil arte de cuidar.
Eu desejo a
todos os meus queridos(as) amigos(as) um verdadeiro Natal com o cheiro das
maçãs e com todos os sentimentos que despertaram em mim.
Celêdian Assis
quarta-feira, 19 de março de 2014
RELEASE DA OBRA NEUSINHA BRIZOLA SEM MINTCHURA
RELEASE
NEUSINHA BRIZOLA SEM MINTCHURA
Por CELÊDIAN ASSIS DE SOUSA
Revisora da obra pela Interface Olympus Editora - BH/MG
A Interface
Olympus apresenta em uma primorosa edição, a obra Neusinha Brizola sem
Mintchura, biografia de Neusinha Brizola, autorizada pelos seus filhos, Layla e
Paulo César, idealizada a partir do encontro dos autores Fábio Fabrício
Fabretti e Lucas Nobre com a mesma, na década de 80 e segundo Fábio, “Foi nosso grande encontro, naquela tarde de
sol e de Neusinha...”. Uma história de uma vida
curta (56 anos apenas), mas muito conturbada, recheada com o
espírito livre e contestador da polêmica e irreverente Neusinha, que não se
acanhava de dizer “Eu adoro um escândalo e daí?”
Alguns fatos eram de conhecimento público, alardeados pela mídia da época,
mas não como são revelados nessa obra, com riqueza de detalhes reais e
inéditos, em surpreendente relato íntimo, das experiências vividas por
ela nos bastidores da política, em sua história pessoal de amores e dissabores.
São depoimentos estarrecedores, inusitados, recolhidos pelos autores,
diretamente de Neusinha, que lhes revelou, natural e minuciosamente, as mais “Escandalosas
confissões da mais polêmica filha de um governador, que chocaram o Brasil”, quem desde a infância já se anunciava
travessa, “Eu me esbaldava nas viagens
que fazíamos pelo Brasil, em campanhas. Eram como férias. Ainda guardo na
memória a imagem do meu pai alto e sério, gesticulando imperialmente no
palanque. E minha mãe, esguia e sorridente, acompanhando-o. Eu, abobalhada,
cumpria o meu papel da filha fofinha, sem sonhar que me transformaria um dia no terror da família!”. Em outra
passagem quando estudava em um internato na Inglaterra ela conta que: “Na escola, criança, eu levantava a saia na
frente dos meninos, para mostrar que era diferente deles. Também fazia isso
diante das professoras, para ver a cara de horror delas.” Em certo momento de sua vida, já madura,
reconhece que, “Não penso no futuro, mas também não sofro pelo passado, só
conto com o presente, sem arrependimentos. Tudo o que vivi me tornou o que sou
hoje.”
A obra conta ainda com fotos autênticas e
uma gama de depoimentos de familiares, amigos, muitos artistas, políticos,
entre outros que conviveram com ela, que revelam uma Neusinha desconhecida de
muitos, uma personalidade única e controversa pela aparente rebeldia. Sobre o seu envolvimento com drogas, iniciado aos 14
anos de idade, confidenciou ao autor naquele que foi o último encontro entre
eles: “Queria que esse livro fosse um alerta sobre o que as drogas podem
fazer. E brincou: Mas ninguém está preocupado com o que uma velha
tem a dizer, não é?”
Sobre suas aventuras
durante o exílio da família no Uruguai, disse: “Nossa fuga para o exílio foi uma
metamorfose que deixou marcas e traumas. Entretanto, estivemos mais unidos do
que nunca. Se o nosso país não nos queria, o exílio uniu ainda mais nossa família.”,
a prisão aos 15 anos de idade, entre outras loucuras, além de um ensaio para a
Revista Playboy, cuja publicação foi suspensa por Brizola, o seu casamento em
um terminal rodoviário, celebrado por Paulo Coelho, a carreira de cantora e
sucesso com sua música Mintchura, entre outras passagens, aguçam a
curiosidade e impressionam o leitor por sua intensa trajetória, seja no
contexto pessoal, seja no aspecto cultural, ou da história contemporânea do
Brasil.
Neusa Maria Goulart Brizola, comportava em
seu nome e por si, um elo de sua própria história, com aquela vivenciada em
cenários e momentos cruciais da história do país a partir da década de 50, com
inúmeras referências ao seu pai: “Meu pai
(...) filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, onde revelou sua
afinidade pela luta social. Casou-se, lá pelos anos 50, com a irmã do futuro
presidente João Goulart, meu amado tio Jango. E foi aí que tudo começou.” “Meu
pai é a própria história viva deste país e outros da América Latina, que
fizeram parte de sua trajetória, como tio Getúlio Vargas, tio Jango, Fidel,
Allende, Marechal Henrique Teixeira Lott, Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek,
Juan Domingo Perón, Che Guevara e até Frida Kahlo.” Neusinha se
referia ao pai, Leonel Brizola, com muita admiração, mesmo que tenha provocado
inúmeras confusões, que muitas vezes acabavam por denegrir a sua imagem de
político: “Vivemos um passado sofrido,
que nos politizou e nos fez acompanhar todos os seus passos. Ele mantinha o jogo
aberto conosco e nos deixou exemplos maravilhosos.” E para honrar o seu
nome, após a sua morte, enveredou-se na política, candidatando-se à deputada e
sofrendo por isso grande decepção, principalmente com o partido que seu pai
fundara, ao que ela depois, já aliviada pelo seu fracasso nas urnas, dizia: “ Nunca quis ser o ópio dos burgueses.
Preferiria ser a champanha do povo.”
Por fim, a doença que a consumia,
valendo-lhe amnésias temporárias, o carinho e atenção dos filhos e netos, a fez
refletir sobre a sua trajetória de vida desregrada, “A questão é que precisei maltratar o meu corpo o suficiente para chegar
à alguma lucidez e aprendizagem. Eu escolhi todos os meus caminhos e os trilhei
até o fim. Se pago o preço por isso hoje, é inevitável.” E nada melhor para
dizer do que a leitura da biografia de Neusinha pode provocar em seus leitores,
do que as próprias palavras dela quando já estava próxima a sua morte: “Então vou morrer contrariando a vida. E
mesmo depois de partir, vou continuar dando trabalho e causar meu último
escândalo, deixando um livro que vai falar e ficar por mim, sem mintchura!”
sexta-feira, 12 de julho de 2013
NINHO
Ouvia no oco vazio do silêncio, ecos das lembranças,
dos amores que ludibriaram sonhos e a vontade de amar.
Eram ruídos murmurantes, como escoar de águas mansas,
perseverantes e como se demarcassem no tempo, o lugar.
Não se adivinhava do seu movimento simulando danças
e nem se cogitava, contudo, dos desvios por onde rumar,
retrocedendo à margem e reavendo mortas esperanças,
onde a emoção do presente era caminho novo a trilhar.
Vislumbrava agora em um ninho, o fim de desesperanças,
num peito macio, tal alcatifa, por onde mãos a passear,
repousavam ternamente, em cúmplices desejos, alianças.
Como toques suaves na alma, mágicos gestos a acariciar,
desenhavam-se afetos, os esquecidos, em sutis mudanças
que descompromissadamente, restituíam o gosto de amar.
Republicado - original fev.2011
sábado, 13 de abril de 2013
PREFÁCIO DA COLETÂNEA GANDAVOS - CONTANDO OUTRAS HISTÓRIAS
PREFÁCIO
Não é tarefa fácil e diga-se ainda que, de extrema
responsabilidade, prefaciar uma obra que reúne textos de vários autores, com
suas características próprias determinadas pelos seus estilos, pelas suas
crenças, ideias, pensamentos e pelas peculiaridades das diferenciadas tradições
regionais, que são indubitavelmente o grande tesouro da cultura de nosso imenso
país. É fascinante tomar contato com as narrativas, leituras memoráveis, de
modo assim tão “íntimo” e que me possibilitam senti-las impregnando-me de tal
forma, que todos os sentidos se aguçam, estabelecendo um clima de cumplicidade
com cada uma delas. É também para mim, motivo de grata satisfação e orgulho,
figurar ao lado de escritores tão talentosos que compuseram esta coletânea, participando
com alguns textos de minha autoria, assim como a prefaciando.
As boas histórias traduzem-se na arte de transformar
até mesmo um tema aparentemente irrelevante ou insosso, em uma emocionante
jornada através da leitura. É exatamente o que a leitura de Gandavos – Contando
outras histórias, propiciará ao leitor. Essa obra coletiva tem o condão de
agregar gêneros diversos, que embora tenham características que os diferenciam
quanto à forma, não a tornaram um conjunto heterogêneo. Aqui há contos,
crônicas, fábulas, parábolas, lendas, relatos, que se adaptam perfeitamente a
um gênero único – história – narrativa que envolve a criação de personagens
reais ou fictícios e enredos, que por sua vez envolvem o leitor em um mundo
imaginário que os encanta.
Há entre as histórias deste livro, ambientadas em
contextos diferentes, temas compromissados com questões sociais e humanas (a
pobreza, a solidão, a simplicidade, etc), familiares, situações do cotidiano, temas
de ficção, mitos, lendas, superstições e fatos reais da memória cultural e da memória
afetiva, apego às raízes, tradições, entre outros. Algumas histórias são
carregadas de humor ora leve, ora sarcástico, além de algumas prosas que
assumem um caráter lúdico e às vezes até lírico, como se pode sentir nos textos,
“Cipó de São João”, “Fonte de Sabá” e “Inha, um doce de papagaio”. Esta
diversidade de abordagens dos temas, com a perspicácia ímpar de cada autor, é o
que, sem dúvida, permite uma leitura agradável e envolvente.
Nos textos que abordam o saudosismo, o resgate das tradições,
o apego às lembranças de pessoas, situações e lugares, às raízes, há sempre um
componente que nos remete às nossas próprias reminiscências, transportando-nos
aos recônditos de nossas mentes, em verdadeira interação com as histórias. É o
que se pode ler em textos como: Os últimos; O relógio; A foto; Cacimba Nova; A
festa de São José; O dia em que falei com o rei; Decepção (reminiscências); De
Gândavos a Gandavos – muitas histórias para contar; entre tantos outros.
Em outros textos
são abordados o misticismo, as crenças, os mistérios sempre regados de um forte
apelo, ora de medo, ora de humor e até mesmo em coerência com a realidade do
cotidiano dos autores. Esses temas estão muito bem narrados em textos que mexem
com o imaginário do leitor, em histórias que criam um ambiente de suspense,
surpresa e emoção, no qual o enredo e personagens ganham vida, transportando-o
ao mundo mágico da imaginação: O mistério da estrada de ferro; A mulher do
vestido estampado; Quarenta e uma saudades; A mulher de branco; O defunto
Nicolau; Uma vida mal assombrada; O enterro; Tamanho não é documento de
valentia; Olhos negros; Memórias tristes de um casarão; são entre outros
textos, contos que representam muitíssimo bem essas características. Em um tom
que nos remete aos questionamentos, à reflexão, há entre as histórias,
narrativas de forma alegórica, como em “Uma parábola para minhas filhas”, “Um
casal bem normal” “Fantasmas”, com significados que vão do concreto ao
simbólico. Na mesma linha se encontram nesta obra, crônicas do cotidiano que
estabelecem, em geral, conexões coerentes entre a realidade do narrador e a do
leitor.
Narrar histórias, em qualquer um desses estilos e
gêneros, como as que aqui se apresentam, torna possível uma comunicação cordial
entre os narradores e os leitores, ainda que subjetivamente, em um contexto que
dá aos fatos abstratos, difíceis de
serem transmitidos isoladamente, uma conotação de identificação com a realidade
e assim permitindo uma preciosa aproximação entre os mesmos, o que por sua vez
torna a leitura dessa obra muito aprazível.
Foi através de Gandavos – contando outras histórias,
que pude sentir e viver importantes e variadas emoções, ao viver profundamente
tudo o que as narrativas provocaram em mim, desde a sensação de voltar à época
dos antigos contadores que, ao redor do fogo, contavam histórias a uma plateia
atenta, até as mais simples, como gargalhar, ou entristecer-me diante das
situações criadas brilhantemente por cada autor e que certamente serão emoções
que provocarão deleite em cada leitor.
Celêdian Assis de Sousa
Belo Horizonte – Minas
Gerais
quinta-feira, 28 de março de 2013
RUÍNAS E RASTROS
Foto by Jones ( ruínas dos banhos romanos, em Trier,
Alemanha, 27/02/12
Dois imensos olhos,
como janelas para o infinito,
como máscaras do tempo,
traduzem atávicas emoções,
em hodiernas sensações,
de que somos frutos de uma construção,
atemporal, à semelhança de ser
o que as nossas razões,
edificaram sobre as nossas emoções,
desafiando o tempo incólume,
no qual a vida vibra em movimento.
(Por Celêdian Assis)
quinta-feira, 7 de março de 2013
DESENCONTRO
Exausto, desmaia o dia
Debruça o sol no horizonte
Sem palidez, ruborizado
Crepúsculo enamorado
Relaxando-se no poente
Aguarda a chegada dela
Da lua, sua eterna amada
Enquanto o céu plúmbeo
Anuncia as gotas brilhantes
Lágrimas do pranto estelar
Espalhadas timidamente
Compadecidas, cúmplices
Escondem o rubor do sol
Que esmaece, minguante
Pois, sabem-no condenado
Da lua viver distante
sexta-feira, 1 de março de 2013
TRIBUTO A OLAVO BILAC
Imagem Google(Por Celêdian Assis)
De tanto amar, viu e ouviu estrelas
e nas asas da poesia pôs-se a voar.
Nenhum esforço para entendê-las,
posto que, era de amor aquele olhar.
De posse da pena, na ourivesaria,
tornou palavras, gemas preciosas,
pôs-se a lapidar, criando em poesia,
as jóias raras, as mais graciosas.
Do amor, perdido ou encontrado,
o poeta criou o estilo com primazia,
voou, sonhou e realizou abnegado,
recriou esperança, em doce magia.
A um poeta, por uma poeta, inspirado,
No livro que a lia, as lágrimas rolavam.
Pôs-se a vê-la, plácida, lendo ao seu lado,
página de saudade, do quanto se amavam.
Talvez sonhasse o poeta, ao vê-la,
a musa, tal anjo com a harpa dourada,
na escadaria de ouro rumo às estrelas,
perdido de paixão, por ela inspirada.
Talvez sonhasse Bilac, um dia voar,
às estrelas, e, ouví-las falar de amor,
talhá-lo em ouro, com rubis a engastar
e na oficina da poesia eternizar seu labor.
Marcadores:
Bilac,
Olavo Bilac,
Ourives das palavras,
ouvir estrelas,
poesia
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
ESTRELA E FLOR SEREI ENQUANTO...

Serei amor esperança e sempre atenta
Enquanto persistir fogo em alta chama
Enquanto este clamor me esquenta
Serei só coração que por ti clama
Serei a flor que guarda o próprio perfume
Enquanto não o aspiras e não o sentes
Enquanto não tatear cada pétala, incólume
Serei eterna e ao apelo de outra mão, ausente
Serei estrela solitária vagando no firmamento
Enquanto não podes o meu brilho ver a luzir
Enquanto me buscas e busca teu alento
Serei luz intensa guardada para em ti refletir
Serei jardim orvalhado até que me aqueças
Enquanto flor que quieta espera os suaves toques
Enquanto estrela que pouco brilha, até que só a ti apeteça
Serei constelação desconhecida, até que me invoques
Serei flor e jardim, serei estrela e constelação
Serei o que quiseres, serei poesia, teu canto
Enquanto bater louco no peito, o meu coração
Enquanto cultivar e cuidar do meu encanto
Enquanto persistir fogo em alta chama
Enquanto este clamor me esquenta
Serei só coração que por ti clama
Serei a flor que guarda o próprio perfume
Enquanto não o aspiras e não o sentes
Enquanto não tatear cada pétala, incólume
Serei eterna e ao apelo de outra mão, ausente
Serei estrela solitária vagando no firmamento
Enquanto não podes o meu brilho ver a luzir
Enquanto me buscas e busca teu alento
Serei luz intensa guardada para em ti refletir
Serei jardim orvalhado até que me aqueças
Enquanto flor que quieta espera os suaves toques
Enquanto estrela que pouco brilha, até que só a ti apeteça
Serei constelação desconhecida, até que me invoques
Serei flor e jardim, serei estrela e constelação
Serei o que quiseres, serei poesia, teu canto
Enquanto bater louco no peito, o meu coração
Enquanto cultivar e cuidar do meu encanto
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
BARULHOS DO SILÊNCIO
Foto by Celêdian Assis - Lua cheia da minha janela - Belo Horizonte 03/12
Hoje não ouço sons de estrelas,
nem mesmo as vejo cadentes.
Não ouso pois, percebê-las,
em seus brilhos tão silentes.
Ouço raios bruxeleantes,
da lua cheia, em cio luzidio,
com os seus ruídos exultantes,
que acordam ecos que silencio,
nas sombras surdas distantes,
de um pensamento fugidio,
em notas tão dissonantes.
Ouço da lua, seus murmúrios,
e no meu silêncio lancinante,
me aliviam os seus barulhos.
SONETO DA ESSENCIALIDADE

Foto By Jones Poa - Cais do Porto - Porto Alegre – Brasil - Nov. 2011
Dissiparam-se toda as dores,
outrora aportadas no peito,
libertam-se soberbas cores,
descansadas na paz do leito.
Na calmaria, uma paz aquiescida,
não há solidão que amedronte,
solitária quedo-me esquecida,
além dos limites do horizonte.
Atracando-me à margem, frugal,
reluto em deixar-me à deriva,
ancorando-me fundo, abissal.
Na lâmina d’água clara e calma
refletem: em eterna evocativa,
essências, que navegam n’alma.
Marcadores:
barco,
calmaria,
Essencialidade,
mar,
paz
sábado, 20 de outubro de 2012
Apresentação da coletânea GANDAVOS - OS CONTADORES DE HISTÓRIAS
Desenho da capa pelo artista pernambucano Edmar Sales
GANDAVOS – OS CONTADORES DE
HISTÓRIAS é uma coleção de histórias, memórias, dores, delícias, pecados,
bondades, tragédias, sucessos, sentimentos pensamentos, questionamentos, resultante
da feliz ideia de Carlos Lopes, que através de seu Blog de mesmo nome e que agora completa um ano no ar, reuniu
excertos selecionados de diversos autores brasileiros. A coletânea reuniu, predominantemente,
textos que remetem às lembranças da infância e adolescência, que marcam e fazem
denotar, às vezes, certo saudosismo e em outras apenas fazem realçar os
reflexos ou implicações, do que as experiências vivenciadas e individuais
trouxeram de valores através dos tempos, para cada autor.
Em outros textos há abordagens de
temas que remontam ao tempo em aspectos que aludem às origens, costumes,
tradições regionais. As lendas [Do latim, legenda, “coisas que
devem ser lidas”.] oriundas de tempos imemoriais e popularmente aceitas como
verdades, as histórias fantasiosas ligadas a pessoas verdadeiras,
acontecimentos ou lugares, são narradas com extrema originalidade. Contando com autores de vários Estados,
Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de
Janeiro, assegura-se no conjunto, uma rica contribuição para a divulgação da
cultura diferenciada do nosso vasto Brasil.
Há textos de caráter ficcional e
histórias reais, que constituem um conjunto diversificado e moderno, que busca
privilegiar a individualidade criativa, uma reconcepção da forma de expressão
literária, que usa da liberdade concedida aos autores para se expressarem
criativamente, sem obediência rígida a regras, preceitos, a uma gramática, a um
código ou a um modelo convencional de escrita, já que hoje “aceita-se” que
nenhuma forma de expressão literária pode estar sujeita a regras castradoras da
sua concretização artística. Contudo, a linguagem própria de cada autor nessa
coletânea, revisada pelos mesmos, sem rebuscamentos, despretensiosa, cumpre em
cada texto, a sua função de comunicação, com efeito, servindo de instrumento,
ponte, mediação para a comunicação, articulando com o leitor, uma interação que
favorece e provoca o seu envolvimento de uma forma leve e agradável.
Eis portanto, nesta obra, uma excelente
oportunidade do leitor se defrontar com uma leitura prazerosa, de realidades
distintas, mas que de uma forma bem sutil consegue transportá-los a lugares, no
tempo e no espaço, inimagináveis, além de, em algumas situações, remetê-los às
suas próprias recordações.
Celêdian Assis de
Sousa
Belo Horizonte - MG
Autores:
Carlos Lopes, Celêdian Assis de Sousa, Fábio Ribas, Gilberto Dantas, Augusto Sampaio Angelim, Geraldinho do Engenho, José Soares de Melo, Maria Olimpia Alves de Melo, Adriane Morais, Ana Bailune, Carlos Costa, José Eduardo Costa, Dilermando Cardoso, Jorge Farias Remígio e Fernando José carneiro de Souza. Ilustração da capa:Artista Edmar Sales
sábado, 25 de agosto de 2012
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "DEDOS DE PROSA - DE CONTO EM CONTO" (Por Celêdian Assis)
APRESENTAÇÃO
Registrar em um livro o mergulho solitário nas
reminiscências, na memória do que se viveu ou até mesmo o que não foi
vivenciado, mas que de alguma forma marcou o imaginário, é como emergir desse
mergulho e trazer à tona, aos olhos do leitor, a possibilidade de que ele mergulhe
em sua própria história, seja pela semelhança, ou até mesmo pela diferença –
contudo, jamais sem que o leitor fique indiferente ao convite à reflexão. Ao
ler o livro Dedos de Prosa, seja na sequência de conto a conto, ou folheando um
ou outro aleatoriamente, confirma-se tal intento.
Dedos de prosa é uma coletânea de contos, ambientados no
estado natal do autor, Pernambuco, em cuja edição o autor utiliza também o
espaço, com ilustrações em fotografias e desenhos, tornando as histórias mais
verossímeis e cumprindo também o papel de homenagear pessoas que lhe são caras,
além de outras pessoas, cenas e lugares, que o remetem às lembranças, ou que
foram o norte de suas inspirações. es
com fotografias, tornando as hists eram coisa de pobresSão histórias
completas e fechadas e em cada uma delas há uma nova ação, caracterizadas pela
concisão e precisão, além de uma densidade poética sem extremos, nada é tão
pesado, nem tão leve, mas que causam no leitor, efeitos de inquietação,
excitação e emoção. O autor alterna histórias da infância, da juventude e as da
vida adulta, quebrando o ritmo de continuidade, de sequência cronológica,
conferindo-lhes a característica de atemporalidade. Da mesma forma, ele funde
situações reais às outras ficcionais, aludindo aos fatos ou criando cenas,
cenários e personagens que se encaixam perfeitamente neste jogo lúdico de dar
vida à sua história.
Carlos Lopes narra com muita naturalidade em alguns textos
que remontam à infância, tais como (Inha, um doce de papagaio; Pedrinha; A Roda
e o chão) - entre outros, a simplicidade de uma criança, a ingenuidade das
brincadeiras, a curiosidade, a criatividade diante dos poucos recursos das
épocas específicas e o apego aos animais. Em alguns textos aparecem referências
já na idade adulta como repercussões das lembranças e aprendizados da infância.
Outros se referem às passagens da juventude, às travessuras, o princípio da
independência, os sonhos, os arroubos de paixão, sempre permeados de reflexões
de cunho psicológico (reações do homem diante da paixão, do prazer das
descobertas), ou ainda naqueles textos que já na idade adulta, o autor propõe
reflexões filosóficas de cunho moral e social, sobre a miséria humana (A moça
do jornal) e sobre comportamento do homem diante de suas mazelas na vida.
Outro aspecto marcante do autor é a forma como ele se
relaciona afetivamente com seus animais de estimação e como ele lhes dá um
espaço de protagonistas (Otávio, Tutinha e os outros) de suas próprias
histórias, dando-lhes voz própria, como se fossem eles próprios a narrá-las,
com surpreendente realismo. Em outros momentos a afetividade torna-se novamente
o ponto alto da narrativa, quando rende homenagens aos amigos, quando refere ao
pai ou à mãe com admiração e respeito e às muitas lembranças que são motes da
maioria de seus textos. Carlos Lopes desta forma empresta aos seus textos, a
sua percepção sensível e simples sobre a nobreza dos sentimentos e enlaça o
leitor pela simplicidade da emoção.
A linguagem, os costumes da cultura regional são colocados
de forma clara e agradável, o que deixa o leitor à vontade e que permite a ele
penetrar nos ambientes, nas cenas como se elas lhe fossem familiares. Há que se
destacar igualmente, a importância da contribuição do autor para a valorização
e preservação da cultura local. Trata-se, portanto, de uma obra admirável.
Tenho imenso orgulho em apresentar essa, que é a segunda
obra do autor e amigo Carlos Lopes e a quem agradeço pela generosidade e confiança.
Celêdian Assis de Sousa
Belo Horizonte - MG
quinta-feira, 21 de junho de 2012
TRIBUTO A MACHADO DE ASSIS
Machado de Assis - Imagem Google
A 21 de junho de 1839 nascia Machado de Assis, para se tornar posteriormente o gênio da literatura brasileira e eternizar-se na memória de nossa cultura. Rendo-lhe a minha simples homenagem, longe de qualquer pretensão de chegar pelo menos aos pés do que ele representa para mim: o maior escritor e poeta de todos os tempos. De seu belíssimo soneto Círculo Vicioso, em versos alexandrinos, faço em versos bárbaros e sem maiores técnicas, uma inversão da inveja e do ciúme entre estrelas, sol, lua e vagalume, na minha própria inveja da poesia de Machado.
REVERSO
(Por Celêdian Assis)
CÍRCULO VICIOSO
MACHADO DE ASSIS
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume
:
— Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme :
— Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna à gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume :
— Mísera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rútila capela :
— Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
— Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme :
— Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna à gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume :
— Mísera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rútila capela :
— Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
REVERSO
(Por Celêdian Assis)
Vagam sós, com seus lumes em etérea altura,
as estrelas, recolhidas no azul escuro e tépido
não clamam solidão, ou outra suposta agrura
nem ciúmes ou inveja, da lua, de brilho lépido
D’outro canto as espreita a lua - e murmura:
- Estrelas são como vagas, no celeste mar trépido
nas noites escuras, alumia-no de formosura,
assim como o sol, ao dia, como fogo intrépido.
Eis que surge a aurora e a luz do sol captura
que faz vagar seus raios quentes, em séquito
aos lumes da lua, que na noite se enclausura
Do ciúme, entre estrelas, lua e sol, implícito
Da inveja d’um vagulume em poesia pura
Inverto vicioso círculo em amor explícito.
Texto-fonte: Círculo Vicioso
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Publicado originalmente em Poesias Completas, Rio de Janeiro: Garnier, 1901.
terça-feira, 12 de junho de 2012
A SAGA DE UM PEDRO - AMOR E LUTA TRAÇANDO DESTINOS
APRESENTAÇÃO
A Saga de um Pedro – Amor e luta traçando destinos
- é uma narrativa envolvente e emocionante, que se desenrola em torno de
personagens de existências reais, mas que às vezes assume características
peculiares de enredo ficcional, pelas tão intensas relações de convívio do
protagonista com o seu mundo, por sua luta árdua e incansável, pela sua
sobrevivência e dos seus, as quais influenciaram tanto os seus comportamentos.
O autor Carlos Lopes muniu-se de elementos de uma
extensa pesquisa genealógica, que fez durante anos e que combinados à sua
sensibilidade, reproduziu lugares, imagens, sons, ritmos e movimentos que por
si sugerem a realidade de cada cenário, de cada cena da vida real, trazendo
significados aos sonhos, à ilusão e à realidade da vida de homem.
O texto assume uma forma muito interessante, pois
embora seja tratado pelo autor como uma biografia, é narrado em primeira
pessoa, numa clara alusão de que o próprio protagonista da história, o Senhor
José dos Santos Gonçalves, o esteja narrando. É uma maneira inusitada e
criativa, que dá a exata dimensão da proximidade do autor com a história, do
conhecimento com riqueza de detalhes e até da intimidade com os sentimentos do
protagonista. O livro tem um outro aspecto também muito interessante, quando
nos deparamos com capítulos, que bem poderiam ser crônicas avulsas, com sentido
completo, no entanto, se complementam, numa seqüência lógica, brilhantemente
conduzida na linha do tempo. É permeado de diálogos curtos, conduzidos sempre
pelo autor com o cuidado de preservar a linguagem regional, guardando a
simplicidade de cada personagem.
A história vivida em várias regiões do país e cujo
enredo se desenvolve a partir da infância do Senhor José, que apesar do susto
inicial e do estigma de maldade associado às suas traquinagens, muda o seu
conceito e iniciando-se assim um novo ciclo de aprendizados, que o levaram aos
valores verdadeiros do bem, que vão sendo delineados a cada nova descoberta, a
cada nova aventura, à medida que a vida lhe ensinava a entender a importância
do amor, da família, amizade, da solidariedade.
E em perfeita sintonia, muitas vezes como
personagem da história, Carlos Lopes, soube com maestria, demonstrar em sua
carinhosa homenagem ao seu pai, além de respeito por sua luta pela vida, que o
verdadeiro amor pela família, a cumplicidade e tolerância da esposa e dos
filhos, foram determinantes para traçar-lhe o destino, o que hoje garante a ele
a tranquilidade junto aos seus.
Sinto-me privilegiada e honrada pelo convite para
apresentar esta obra, o que me atribui a enorme responsabilidade de passar com
fidelidade, o que pude sentir de emoção, ao acompanhar linha a linha, a saga de
um Pedro, retratada pela rara percepção de seu filho, o autor e amigo, Carlos
Lopes.
Celêdian Assis de Sousa
Belo Horizonte – MG
O livro encontra-se à venda no site do escritor Carlos Lopes:
http://gandavos.blogspot.com
quarta-feira, 23 de maio de 2012
OLHARES CONTRASTANTES
Foto by Celêdian Assis - Vista da minha janela - Piracema/MG - Maio 2012
Há
uma incontrastável frieza
Nos
opacos matizes da brumas
De
um inverno gélido e inexaurível
Instalado
súbita e sorrateiramente
nos
ares mornos de um outono invisível.
Há
incúria em um olhar perdido
Em
uma indevassável sensação
De
ser dissoluto o pensamento
que
a névoa ousou embotar-lhe
naquele
indefinível momento.
Mas
eis que há a alma resiliente
(ao
inverno que se instalou breve)
que
repara com o olhar agora atento,
na
mais outonal expressão,
nos
sentidos, o renascimento.
E
no mais contrastante sentimento
brotando
do cerne, um calor latente,
dissiparam-se
os nevoeiros diáfanos,
que
esparsos diluíram-se aos olhos
tornando inefável, a orgia da mente.
tornando inefável, a orgia da mente.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
POEMINHA PARA UM ESPLÊNDIDO CREPÚSCULO
Foto by Joel Gomes Teixeira - Irati - Paraná - Brasil
Na
ourivesaria da natureza
desenha-se
a joia mais rara,
no
crepúsculo que vejo,
no
céu de ouro ornado,
no
contraste esverdeado,
da
mata em esmeralda,
onde
contemplo extasiada,
o
fim de um dia iluminado.
É
a jóia mais rica talhada,
pelos
dedos do hábil Ouvires
em
sua obra encantada.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
FAMÍLIA – A ÁRVORE DA VIDA
Foto by Celêdian Assis - Jardins da PUC Minas - Contagem - 2011
Um solo virgem, que regado por águas,
da nascente da esperança, torná-se fértil,
para receber sementes, dos frutos do amor.
Plantadas com fé, criando as raízes,
que sorvem do solo, a seiva da vida
e projetam à luz, o caule ainda frágil.
E ele cresce forte, com o ar que respira,
com a luz, os sais e água que absorve,
resistindo aos ventos e às chuvas torrenciais.
Origina os galhos e os lança ao mundo.
Recobrindo-lhes de folhas, tornando espessa a copa
e que às vezes caem, pela força das estações.
E ela oferta as sombras, como suaves carinhos.
Protegendo seus galhos, nutrindo o solo,
alimentando as raízes, da seiva forte que elaborou.
Os galhos prosperam e gestam flores e frutos
e eles engravidam de outras sementes,
que em ciclos perfeitos, renovam a vida.
Solo irrigado de esperança, de raízes profundas do
afeto,
de caule e galhos fortes, como seios que sustentam,
de folhas que protegem, de frutos sãos, maduros e
fartos,
que crescem em segurança e fecundam as sementes,
nasce como a árvore mais frondosa, a família,
que
perpetua-se, como a árvore da vida.
Este poema foi escrito para a roda de interação proposta por Norma Emiliano, do blog: http://pensandoemfamilia.com.br/blog/
como forma de demonstrar o apreço à instituição Família, por ocasião da comemoração do DIA DA FAMÍLIA, que se celebra em 15 de maio.
domingo, 29 de abril de 2012
TRIBUTO AO AMIGO JOSÉ CLÁUDIO - CACÁ
Pico de Itabira - MG (imagem Google)
Do tupi, Ita, pedra e bira, que brilha,
A Itabira gerou Drumond e a alegria,
Moldou José Cláudio, em igual trilha.
De José Felipe e de Dona Maria Delfina,
O filho herdou o José, também o Adão,
Da prole, oito irmãos, a família genuína,
Amor e filhas, forças de sua emoção.
Em todas as suas andanças, peregrinação,
Viveu em Mariana, nossas Minas tão Gerais,
Sonhou sonhos que eram só seus, a ilusão,
De resgastar a aura romantica dos festivais.
Em suas buscas, no Horizonte Belo aportou,
Na sua rica história, muitas mazelas e alegria,
Desacertos, tombos e muitas vitórias somou,
Das pedras no caminho, degraus para alforria.
Homem de ferro, espírito forte e de vontade,
Doce homem da poesia, o amigo tão sensato,
Doa-nos a beleza d’alma, com a simplicidade,
Retrata o dia a dia, na prosa o talento nato.
Espiritualidade, coerência e a consciência,
Esteios do seu ético e fiel comportamento,
Merece de todos o respeito, pela decência,
Todo sucesso na vida é seu merecimento.
*Todo o meu carinho e amizade a você, Zé.
Celêdian Assis
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